Macroeconomia

MACROECONOMIA

A macroeconomia estuda a economia como um todo, analisando a determinação e o comportamento de grandes agregados, tais como: renda, produto nacional, nível geral de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balanço de  pagamentos e taxa de câmbio.

I. OBJETIVOS

POLÍTICAS DE ESTABILIZAÇÃO – CONJUNTURAIS – CURTO PRAZO
OBS: Desemprego e inflação são bem sensíveis à aplicação dos instrumentos de política econômica.
1) ALTO NÍVEL DE EMPREGO – DESEMPREGO
Justificativa para a introdução de política de estabilização de emprego e inflação: Surgimento de novas variáveis não consideradas na Teoria de Keynes
· Surgimento de sindicatos
· Grupos econômicos e Mercado de Capitais
· Comércio Internacional

2) ESTABILIDADE DE PREÇOS – INFLAÇÃO

  • Inflação muito alta: Acarreta distorções sobre a distribuição da renda e; Expectativas dos agentes econômicos.
  • Um pouco de inflação: permite que países em desenvolvimento alcancem estágios mais avançados de crescimento econômico
  • OBS: Mesmo em Países mais desenvolvidos, quanto maior o nível de atividade econômica, mais próxima permanece a utilização dos recursos produtivos de seu limite máximo (TENSÃO INFLACIONÁRIA) DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO ECONÔMICO – ESTRUTURAIS – LONGO PRAZO

3) DISTRIBUIÇÃO DE RENDA SOCIALMENTE JUSTA
1967 – 1973 – Primeiro crescer o Bolo e depois distribuí-lo. Justificada pela ideia que seria inerente ao próprio desenvolvimento capitalista, das as transformações estruturais que ocorrem nesse processo. Houve aumento da concentração de renda no país. Ocorrem transformações estruturais como: êxodo rural com trabalhadores com baixa qualificação, aumento da proporção de jovens, entre outros. Em países que tiveram crescimento bastante rápido como, Brasil, Chile, México, gerou-se um aumento abrupto da demanda por mão de obra qualificada. A falta de mão de obra qualificada seria o principal determinante da piora distributiva de renda, uma vez que quem tinha qualificação ganhava muito mais que o trabalhador não qualificado.

4) CRESCIMENTO ECONÔMICO (PIB) – Renda Per capita
TRADE-OFFS ENFRENTADOS PELAS POLÍTICAS

  • O crescimento econômico pode facilitar a solução de problemas relativos à pobreza, pois os conflitos sociais sobre a divisão do bolo produtivo podem ser abrandados quando ele aumenta. Nesse sentido, poder-se-ia aumenta a renda dos pobres sem diminuir a dos ricos.
  • CRESCIMENTO X EQUIDADE: Em países como o Brasil, as metas de crescimento e equidade distributiva têm-se tornado conflitantes, fundamentalmente devido ao fator educacional, com a maioria da mão de obra com baixa qualificação e, portanto, com baixos rendimentos.
  • REDUÇÃO DO DESEMPREGO X ESTABILIDADE DE PREÇOS: Quando o desemprego diminui e a economia aproxima-se da plena utilização de recursos, passam a ocorrer pressões por aumentos de preços, principalmente nos setores fornecedores de insumos básicos (aço, embalagens, matérias-primas. Isso explica o frequente controle do crescimento do consumo pelas autoridades para não provocar inflação.
    Por outro lado, com o aumento do desemprego, as taxas da inflação cedem, uma vez que as empresas estarão mais voltadas a desovar seus estoques acumulados. Obs.: Os sindicatos não estão preocupados em obter salários mais elevados e sim a manutenção do emprego.

QUANTITATIVO
– Aumento da Força de Trabalho
– Aumento de Capital (Estoque)

QUALITATIVO
– Melhoria da Força de Trabalho
– Eficiência Organizacional
– Causas da Redução da Eficiência Organizacional: Falta de treinamento, educação, especialização e Burocracia

II.  INSTRUMENTOS

OBJETIVO: Permitir que a economia opere a pleno emprego, com baixas taxas de inflação e com distribuição de renda justa.

2.1) POLÍTICA FISCAL: Necessária aprovação do congresso. É utilizada para estimular ou inibir os gasto de consumo do setor privado. Tem maior eficácia para melhoria na distribuição de renda.

2.1.1) TRIBUTAÇÃO – Quanto e como se arrecada
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE: Toda política tributária (aumento ou instituição de impostos) só poderá se aplicada no ano seguinte à aprovação pelo Congresso Nacional – Art. 150 inciso III CF/88

2.1.2) GASTOS PÚBLICOS – Como e quanto se gasta
Para a aplicação de recursos conforme uma política que vise melhorar a distribuição de renda, esses instrumentos devem se utilizados de forma seletiva, em benefício dos grupos menos favorecidos. Por exemplo: impostos progressivos conforme a renda, gastos do governo em regiões mais atrasadas etc.

TRADEOFF – INFLAÇÃO X CRESCIMENTO E EMPREGO

  • OBJETIVO 1: REDUZIR A INFLAÇÃO
    Aumento da carga tributária (inibidora do consumo)
    Diminuir os gastos públicos
  • OBJETIVO 2: MAIOR CRESCIMENTO E EMPREGO
    Aumentar gastos públicos
    Diminuir a carga tributária (incentivadora do consumo)

2.2) POLÍTICA MONETÁRIA: Podem ser adotadas imediatamente após sua aprovação conforme decisão da autoridade monetária (COPOM). Mais difusa no tocante à distribuição de renda.
2.2.1) EMISSÃO DE MOEDA
2.2.2) OFERTA DE TÍTULOS PÚBLICOS
2.2.3) DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS
2.2.4) TAXA DE JUROS

TRADEOFF – INFLAÇÃO X CRESCIMENTO E EMPREGO

OBJETIVO 1: REDUZIR A INFLAÇÃO

Aumentar a taxa de depósitos compulsórios
Aumentar a oferta de títulos públicos
OBJETIVO 2: MAIOR CRESCIMENTO E EMPREGO
Aumento do estoque monetário

2.3) POLÍTICA CAMBIAL E COMERCIAL
2.3.1) TAXA DE CAMBIO: Pode ser fixada ou permitir que seja flexível. No Brasil adota-se um modelo
híbrido, onde o Governo intervém comprando ou vendendo dólar.
2.3.1) COMERCIAL: Incentivos às exportações e/ou estímulo e desestímulo às importações – ESTÍMULOS
FISCAIS como ICMS, IPI etc.
2.4) POLÍTICA DE RENDAS
2.4.1) SALÁRIO
2.4.2) ALUGUÉIS

Refere-se à intervenção direta do Governo com controle e congelamento de preços. Alguns tipos de controle exercidos pelas autoridades econômicas podem ser considerados dentro do âmbito das políticas monetária, fiscal ou cambial. Por exemplo: Controle das taxas de juros e da taxa de câmbio. Por outro lado, a característica especial é que, no controle de renda, os preços são congelados e os agentes econômicos não podem responder às influências econômicas normais do mercado.

Normalmente esses controle são utilizados como política de combate à inflação. No Brasil, a fiscalização da política salarial, o salário mínimo, a atuação do Conselhos Interministerial de Preços (CIP), depois da Secretaria Especial de abastecimento e Preço (SEAP), e os congelamentos de preços e salários nos carentes planos econômicos situam-se no contexto de políticas anti-inflacionárias.

3) FUNÇÕES ECONÔMICAS DO SETOR PÚBLICO
3.1) FUNÇÃO ALOCATIVA Alocação de determinados bens e serviços públicos (não excludentes e não rivais) Serviço de metrologia Segurança nacional
3.2) FUNÇÃO DISTRIBUTIVA (DIFERENCIAÇÃO DE IMPOSTOS IRPF E PROGRAMAS SOCIAIS) Distribuição de renda a partir de programas e diferenciação de impostos conforme renda
3.3) FUNÇÃO ESTABILIZADORA (CONTROLE DA INFLAÇÃO E DESEMPREGO)
Uso das políticas públicas para estabilidade de preços (CONTROLE DA INFLAÇÃO), crescimento econômico (GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA) etc.

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