RESUMO FILOSOFIA NP2 – 26/05

Como a professora Eliane disse que vai cair TODA a miserável daquela apostila… segue abaixo, para estudar, o belo RESUMO do nosso amigo Angelo nos disponibilizou ontem. Bons estudos!!!

FILOSOFIA: philos (que ama) + sophia (sabedoria)
Origem – VII-VI a.C – Grécia antiga (pólis) – Atenas/Esparta

 CONTEÚDO – NP1

CONCEITO

Busca conhecer racionalmente a natureza, o ser humano, o universo e as transformações que neles ocorrem. Investigação crítica e racional dos princípios fundamentais relacionados ao mundo e ao homem.

I – FILOSOFIA ANTIGA – VII VI A.C – ATÉ A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO 476 D.C

I.I – PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO – COSMOLÓGICO

Buscava entender racionalmente a origem e as transformações corridas na natureza ao longo do tempo . Busca pelo princípio único da explicação do mundo

FILÓSOFOSF18

A) TALES DE MILETO – Pai da Filosofia – 624 – 556 a.C – ARCHE – ÁGUA

  • ARCHÉ – ÁGUA
  • Fundou a escola Jônica
  • Explicou o 1º Eclipse Solar
  • Experiência com o magnetismo

 

B) ANAXIMANDRO – 610 – 545 a.C – ARCHÉ – APEIRONanaximandro-de-mileto-l

  • ARCHÉ – APEIRON
  • Escola Jônica
  • O princípio não era constituído de matéria como ar, água, terra ou fogo, mas um elemento indeterminado, indefinido, infinito e universal.

 

C) ANAXÍMENES – VI a.C – ARCHÉ – AR OU ESPÍRITO

  • ARCHÉ – AR ou ESPÍRITO
  • Escola Jônica

D) PITÁGORAS – 570 – 490 a.C – ARCHÉ – NÚMEROS

  • ARCHÉ – Substrato material aos NÚMEROS
  • MÚSICA – Estabeleceu a razão matemática entre notas musicais

E) HERÁCLITO – 540 – 476 a.C – ARCHÉ – FOGO

  • ARCHÉ – FOGO
  • Escola Jônica
  • Mudança contínua de tudo que existe

F) PARMÊNIDES – 515 – 440 a.C

  • A realidade era imutável
  • Individualidade divina do Ser absoluto, maior, supremo, imóvel e
  • Ser onipresente – Esse ser não foi criado
  • Ser Absoluto Existe / Não-Ser não existe

G) DEMÓCRITO – 461 – 361 a.C

  • ARCHÉ – ÁTOMO
  • Tudo era constituído por átomos, até mesmo os

I.II – PERÍODO SOCRÁTICO – ANTROPOLÓGICO

Marcado pela Democracia

FILÓSOFOS

SÓCRATES 469-399 A.C

  • Filósofo Ateniense
  • Fontes: Platão, Zenofonte e Aristóteles
  • Dedicou-se à meditação e ensino filosófico
  • Concentrado em explicar sobre o homem, e não a
  • Acreditava na imortalidade da Alma
  • Buscou a essência do Homem, o Bem, Verdade, Justiça, Amor e
  • Duvidava que a virtude pudesse se ensinada, pois a excelência moral é uma questão de inspiração e não parentesco.
  • Prática da Maiêutica: forçar os discípulos a desenvolver seu pensamento sobre uma questão que pensava conhecer, e a partir daí demonstrar as contradições e os equívocos.
  • Ensinava os discípulos a questionar tudo quanto era possível
  • LEMAS: “Conhece-te a ti mesmo” e “Só sei que nada sei”
  • Era crítico ao conhecimento alheio e despretensioso qual ao próprio conhecimento
  • Pseudo-conhecimento: demonstrava que um conhecimento que não se sustenta diante da investigação racional não é de fato um conhecimento
  • Foi condenado à morte por contrariar os poderosos e sob a acusação de corromper a juventude.

PLATÃO 348-347 A.C

1 Teoria das Ideias

  • O mundo concreto percebido pelos sentido é uma pálida reprodução do mundo das Ideias.
  • Buscava a plena verdade essencial das coisas. Para isso, não poderia buscar a essência do conhecimento nas coisas, pois estas variam, mudam, surgem e desaparecem. Buscava a verdade plena em algo estável, nas verdadeiras causas, pois a verdade não pode variar e, se há uma verdade essencial para os homens, esta verdade deve valer para todas as pessoas. Logo, a verdade e deve ser buscada em algo superior. Significa que verdade deve ser buscada no interior do próprio homem.
  • Para isso, o homem deveria se libertar do mundo das aparências – A caverna de Platão – para penetrar no mundo das coisas superiores – no mundo das ideias.
  • Tipos de Realidade:

Inteligível: Realidade imutável, atemporal, igual a si mesma.

Sensível: São as coisas que nos afetam os sentidos.

2 Maiêutia e Dialética – Aperfeiçoou o método Socrático (Maiêutica) da interrogação, criando a Dialética. Esta conserva a ideia que o método filosófico é uma contraposição. (Opiniões e críticas da mesma).

ARISTÓTELES 384-322 A.C

  • Discípulo de Platão e professor de Alexandre, O Grande.
  • Criador do pensamento LÓGICO.
  • Criou as bases da Metodologia Científica.
  • Seus alunos ficaram conhecidos como PERIPATÉTICOS (os que passeiam) devido ao hábito de ensinar ao ar livre, muitas vezes sob árvores que cercavam o Liceu.O Liceu privilegiava o ensino das ciências naturais.

I.III – PERÍODO SISTEMÁTICO

Introdução do pensamento lógico

FILÓSOFOS: ARISTÓTELES

I.IV – PERÍODO HELENÍSTICO

  • Inicia-se após a morte de Alexandre, O Grande.
  • Marcado pela decadência política das polis (cidades-estado gregas)
  • Levar e difundir a cultura grega em todos os territórios conquistados
  • Transição para o domínio e apogeu de Roma
  • Aparecimento de doutrinas – Natureza, Lógica e
  • FILÓSOFOS: EUCLIDES E ARQUIMEDES
  • Cidades: Alexandria e Antioquia

ESCOLAS FILOSÓFICAS

1) ESTOICISMO Um LOGOS divino – Razão Universal

  • Todo o universo é corpóreo e governado por um LOGOS Divino
  • LOGOS: palavra escrita ou falada
  • LOGOS em sentido mais amplo (filósofos gregos): razão em virtude da capacidade de racionalização individual ou como princípio cósmico da Ordem e da Beleza.
  • Viver conforme a lei racional da natureza
  • Aconselha a apatia (apathea)
  • FILÓSOFOS: CLEANTES DE ASSOS E CRISIPO DE SOLIS

2) EPICURISMO

  • Vida de contínuo prazer como chave para a felicidade
  • A presença do prazer era sinônimo de ausência de dor ou qualquer tipo de aflição
  • Com o prazer, os temores perante o destino, os deuses ou a morte não
  • FILÓSOFO: EPÍCURO DE SAMOS

3) CETICISMO

  • Olhar à distância, examinar,
  • Dúvida permanente e admissão da incapacidade de compreensão de fenômenos religiosos, espirituais e da própria
  • Não se pode obter nenhuma certeza a respeito da verdade
  • A conclusão é impossível de ser alcançada
  • Agnosticismo – A existência de Deus nunca será resolvida

 

  • CAMINHOS DO SÁBIO

O que são as coisas?

Como estamos relacionados a estas?

Qual deve ser nossa atitude em relação a elas?

  • PRINCÍPIOS

 

  1. Qualquer afirmação pode ser contraditada por argumentos igualmente válidos
  2. Nenhuma afirmação pode ser considerada melhor que a outra
  3. Podemos ter opiniões, mas não certeza e conhecimento
  4. Completa suspensão do julgamento devido à falta de certeza
  5. Ataraxia: despreocupação, pois nada pode ser conhecido
  6. Deve induzir o homem sábio a resgardar-se, evitando o stress e a emoção que acompanha o debate sobre coisas imaginárias

 

  • FILÓSOFO: PIRRO DE ÉLIS

 

I.V – PERÍODO GRECO-ROMANO

  • Expansão do Império Romano até a decadência 264 a.C ao final do século V d.C
  • Assimilação da cultura grega pelos Romanos
  • Acesso ao grande acervo da cultura grega, inclusive a Filosofia.

II – FILOSOFIA MEDIEVAL – 476 – 1453 D.C

  • Absolutismo – Rei e Igreja Católica
  • O Rei agia (castigava, matava, dominava) em nome de DEUS, apoiado pela Igreja católica
  • Predominância de Aristóteles sobre Platão
  • Filósofos: Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino

III – FILOSOFIA MODERNA – XV ATÉ XIX

SÉCULO XV – RENOVAÇÃO – RENASCIMENTO

  • Grande desenvolvimento e explosão das ciências de forma geral, Matemática, Artes, Literatura etc.
  • Parcial retorno de Platão sobre Aristóteles
  • Período de profundas transformações em muitas áreas da vida humana (CULTURA, SOCIEDADE, ECONOMIA, POLITICA E RELIGIÃO). Valorização das produções culturais da Antiguidade Greco-Romana.
  • Redescoberta e revalorização das referências culturais da Antiguidade Clássica (valorização do Homem – ANTROPOCENTRISMO – e do Mundo Natural).
  • A Filosofia destaca-se pela valorização da EDUCAÇÃO. Cidades – Florença e Siena. Desenvolvimento da imprensa por Gutenberg. Permitiu o aperfeiçoamento da imprensa, difundindo clássicos greco-romano, a Bíblia etc.
  • HUMANISMO: É um conjunto de ideias e princípios que valorizam as ações humanas e valores morais (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade, etc.). Contradição do pensamento Humanista com o Religioso. Os Humanistas não aceitavam mais os valores e maneiras de ser e viver da idade média (Teocentrismo, servidão).
  • Transição do FEUDALISMO (base agrária) –> CAPITALISMO (comercial)

FEUDALISMO: Organização política e social. Constituída pelos Senhores Feudais (SUSERANOS) e Servos (VASSALOS). A Estrutura social não permitia mobilidade. A condição de um indivíduo era determinada pelo nascimento, ouse seja, quem nasceu servo seria sempre servo. O Senhor Feudal concedia parte da terra aos Servos em troca da fidelidade e ajuda militar.

CAPITALISMO: Os meios de produção e distribuição passaram a ser privados, visando o lucro, com pagamentos de salários, permitindo a mobilidade social. Desenvolvimento da sociedade urbana. Êxodo Rural.

BURGUESIA: Eram os habitantes dos burgos, pequenas cidades protegidas por muros. Eram pessoas que trabalhavam com o dinheiro. Não eram bem vistos pelos integrantes da nobreza. Na idade média, eram desprezados pelos nobres. Dedicados ao comércio. Começaram a enriquecer e, mais tarde, serviram de base para o surgimento do capitalismo. Tornaram-se a classe dominante a partir do século XIX, com grande influência sobre o progresso tecnológico.

Fatores que contribuíram para a difusão do Renascimento:

  1. Aperfeiçoamento da Imprensa – possibilitou a difusão de clássicos greco-romanos, a Bíblia e outras obras.
  2. Tomada de Constantinopla pelos Turcos (1453 a.C) provocando êxodo de intelectuais bizantinos para Europa Ocidental.
  3. As grandes navegações ou Mecanismos de Conquista Colonial
  4. A prática do MECENATO – incentivo e patrocínio de artistas e literatos, atividades artísticas e culturais – por burgueses ricos, Príncipes e Papas, interessados em projetar suas

Século XVII – Pré-Iluminismo – Início da IDADE DA RAZÃO

  • Início dos questionamentos (ordens e imposições da Igreja) pela população que viveu nas trevas durante o período medieval.

Século XVIII – Iluminismo – IDADE DA RAZÃO

  • Teve o início no Renascimento. Movimento cultural desenvolvido na Inglaterra, Holanda e França – XVII e XVIII. Surgiu em uma época de grandes transformações tecnológicas, com a invenção do tear mecânico, máquina à vapor, entre outras.
  • Marca o fim da transição FEUDALISMO –> CAPITALISMO. Ocorreu na Europa e em alguns países Americanos
  • A RAZÃO HUMANA SERIA A LUZ: Defendiam a razão como base primária da autoridade. Acreditavam que os fenômenos naturais, sociais e a religião poderiam ser explicadas racionalmente. Rejeitavam as tradições. As leis naturais seriam capazes de regular as relações humanas, tal como regulam os fenômenos da natureza.
  • DEÍSTA: Acreditavam em Deus, na natureza e no entendimento através da razão. Período ANTICLERICAL, negando a necessidade de intermediação da Igreja entre o homem e Deus. Pregaram a separação entre Igreja e Estado. Acreditavam que a existência de Deus pode ser explicada pela razão e que este não age para interferir no mundo ou na vida dos homens. Para encontrar Deus, bastaria levar vida piedosa e virtuosa. A Igreja tornou-se dispensável.
  • Para os teóricos do Iluminismo: “O HOMEM”   “A SOCIEDADE”   “GOVERNO” “PRINCÍPIOS DO LUMINISMO” “ILUMINISMO ERA CONTRÁRIO” :

 

O HOMEM

  • Naturalmente bom e todos nascem iguais
  • A sociedade é que corrompe, em consequência das injustiças, opressão e escravidão. As desigualdades seriam provocadas pelos próprios homens, isto é, pela sociedade (por isso eram contra a nobreza e o clero). Para corrigir as desigualdades, achavam necessário mudar a sociedade, dar a todos, liberdade de expressão e culto, e proteger o povo contra a escravidão, a injustiça, a opressão e as guerras.
  • As relações sociais, da mesma forma que os fenômenos da natureza, são reguladas pelas leis naturais.

A SOCIEDADE

  • Deve se basear no princípio da busca pela liberdade.
  • O princípio organizador deveria ser a busca da felicidade.
  • Liberalismo (Direitos naturais): Cabia ao Governo garantir a liberdade individual, direito de posse e propriedade, tolerância e igualdade perante a lei.
  • NOBREZA E A BURGUESIA: Com o desenvolvimento do Capitalismo, a Burguesia continuou sua ascensão econômica. consciente de seus interesses, a Burguesia passou a criticar o Antigo Regime Monárquico Absolutista.

1. No setor público: poder absoluto dos reis;

2. No Setor Social: divisão da sociedade por nascimento – nobreza ou pessoas comuns do povo;

3. No Setor Econômico: coexistência de relações feudais e relações capitalistas, ora em harmonia, ora em conflitos;

4. No setor Cultural: a intolerância religiosa e filosófica. O Estado e a Igreja intervinham na vida das pessoas, não permitindo a liberdade de religião ou convicção filosófica.

  • BURGUESIA E O ILUMINISMO: Ao criticar o Antigo Regime, a burguesia foi desenvolvendo sua própria ideologia, baseando-se nos seguintes argumentos:
  1. O Estado só é verdadeiramente poderoso se for rico;
  2. Para enriquecer, o Estado precisa expandir as atividades capitalistas;
  3. Para expandir as atividades capitalistas, é preciso dar liberdade e poder à Burguesia;

GOVERNO

  • Deveria garantir a liberdade individual e a livre posse de bens, a tolerância para a livre expressão e ideias, igualdade perante a lei, a justiça com base na punição dos delitos.
  • A forma política ideal variava: deveria ser a monarquia inglesa, segundo Montesquieu e Voltaraire, ou uma república fundada sobre a moralidade e a virtude cívica, segundo Rousseau.

PRINCÍPIOS DO ILUMINISMO

  • IGUALDADE: Todos deveriam ser iguais perante a lei. No plano econômico, a maioria dos iluministas acreditava que a desigualdade correspondia à ordem natura das coisas;
  • TELERÂNCIA RELIGIOSA OU FILOSÓFICA: Na realização de ato comercial, não importavam as convicções religiosas ou filosóficas dos participantes do negócio. A Burguesia compreendeu que seria irracional excluir compradores ou vendedores em função de suas crenças ou convicções pessoais;
  • LIBERDADE PESSOAL E SOCIAL: A atividade comercial Burguesa só poderia desenvolver-se numa economia de mercado – oferta e procura. Por isso a Burguesia se opôs à escravidão humana e passou a defender uma sociedade livre;
  • PROPRIEDADE PRIVADA: O comércio só era possível entre os proprietários de bens ou dinheiro. O proprietário podia comprar ou vender, porque tinha o direito de usar e dispor livremente de seus bens;
  • O Iluminismo defendia a autonomia intelectual, ou seja, o indivíduo deveria ser livre para pensar e expressar suas ideias. Defendia o individualismo e o racionalismo. Deseja o avanço da ciência e das técnicas que favoreciam os transportes, as comunicações, a medicina, a indústria, o comércio e o progresso.

ILUMINISMO ERA CONTRÁRIO

  • ABSOLUTISMO MONÁRQUICO: Porque protegia a nobreza e seus privilégios. O absolutismo era considerado injusto por impedir que a burguesia participasse das decisões políticas, inviabilizando a realização de suas ideias;
  • MERCANTILISMO: Porque a intervenção do Estado na vida econômica era considerada prejudicial ao individualismo Burguês, à livre iniciativa e ao desenvolvimento espontâneo do capitalismo.

PRECURSORES: RENÉ DESCARTES (1596-1650), ISAAC NEWTON (1642-1727)

FILÓSOFOS

  • Immanuel Kant e Jean-Jacques Rousseau
  • JOHN LOCK, considerado o pai do Iluminismo, acreditava que o homem ao nascer, não possuía qualquer ideia e sua mente era como uma tábua rasa. Acreditava que o conhecimento era adquirido por meio dos sentidos e pela experiência.
  • VOLTAIRE critica violentamente a Igreja e a intolerância religiosa foi símbolo de liberdade de pensamento. Defendia que a Monarquia deveria garantir as liberdades individuais, sob o comando de um soberano esclarecido.
  • JEAN-JACQUES ROUSSEAU propõe um Estado governado de acordo com a vontade geral do povo e capaz de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos.
  • MOSTESQUIEU pregou a separação dos Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), como forma de proteger as garantias individuais.
  • DIDEROT, JEAN LE ROND D’ALEMBERT, ROUSSEAU, VOLTETEIRE e MONTESQUIEU, organizaram uma enciclopédia que pretendia reunir o conhecimento científico e filosófico da época. (ENCICLOPEDISTAS)

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  1. A publicação da ENCICLOPÉDIA sofreu violenta campanha contrária da Igreja e de grupos políticos afinados com o clero. Foi uma monumental obra RACIONALISTA E MATERIALISTA.
  2. Propôs a imediata separação IGREJA/ESTADO e combate às supertições e diversas manifestações do pensamento mágico, entre elas as instituições religiosas.
  3. Sofreu intervenção da censura e condenação papal, mas acaba por exercer grande influência no mundo intelectual e inspira os líderes da Revolução Francesa.

Encerra-se com o começo das Guerras Napoleônicas (1804-1815)

SÉCULO XIX – ROMANTISMO

  • Teoria da Evolução – Charles Darwin
  • Mercado Livre – Adam Smith
  • Período de revoluções e turbulências sociopolíticas
  • Igualitarismo

IV – FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA – XX

  • Término das certezas decorrentes do pensamento clássico, embora permaneçam como problemas sociais, econômicos e científicos, juntamente com forma novas de conflito e reinvidicações concernentes à organização geopolítica do
  • Avanços científicos, e rica produção literária e artística.
  • Diversos desenvolvimentos teóricos

Filosofia da ciência, matemática, epistemologia (crença e conhecimento)

 

CAMPOS DE INVESTIGAÇÃO DA FILOSOFIA

  • Envolve INVESTIGAÇÃO, ARGUMENTAÇÃO, ANÁLISE, DISCUSSÃO, FORMAÇÃO E REFLEXÃO de ideias sobre o mundo, o Homem e o Ser.
  • TEMAS

FILOSOFIA TEÓRICA: Estuda conceitos e questões centrais importantes (qual é o sentido da vida) em sua evolução histórica e sistemática até o presente. Estuda também Ciências Naturais (Impacto da Inteligência Artificial com o uso da informática na vida do homem).

FILOSOFIA PRÁTICA: Estuda os problemas ÉTICOS relacionados com as Ciências Naturais, Jurídicas e Econômicas (Qual é o limite para o estudo da clonagem humana?)

  • MÉTODOS
  1. SÓCARATES: Maiêutica
  2. PLATÃO: Dialética
  3. ARISTÓTELES: Lógica
  4. RÉNE DESCARTES: O discurso do Método (Renascença)

 

  • VALORES E CARACTERÍSTICAS
  1. ESSÊNCIA: Para a filosofia, são características imutáveis de determinadas coisas. Analogamente, a busca pela essência também é a busca pela verdade.
  2. COISAS REAIS: Vinculadas ao ESPAÇO-TEMPO, e sua existência está ligada a alguma causa, existem porque foram construídas (Ex: cadeira), foram transformadas.              Existem por alguma razão ou causa.
  3. COISAS IDEAIS: Só existem na imaginação das Pessoas e nem a determinada causa. São ATEMPORAIS (permanentes) e NÃO-CAUSAIS (sempre existiram e não derivam de nenhum ato ou fato humano)

 

  • Induzem ao sentido que estão ligadas aos valores. Ex: bondade, beleza, justiça e virtude.
  • Observa-se que os valores são IDEALIZADOS e RELATIVOS. O que é bonito para um pode não ser para outro.
  • Valores: 1) Úteis: adequado, inadequado, conveniente, inconveniente; 2) Vitais: forte, fraco; 3) Lógicos: verdadeiro, falso; 4) Estéticos: belo, feio, sublime, ridículo; 5) Éticos: justo, injusto, misericordioso, sem piedade; 6) Religiosos: santo, profano.
  • Os valores são idealizados, porém, quando o trazemos para a realidade, passam a ser relativos. Exemplo: Algo que para alguns é feio, pode parecer bonito para outro observado em determinada circunstância (época, lugar, cultura).

CONTEÚDO NP2 – (PÓS NP1)

CONHECIMENTO

TEORIA DO CONHECIMENTO: Estudo científico do conhecimento, sua natureza e suas limitações – René Descartes, John Locke, Immanuel Kant etc. Tem por objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites do conhecimento, da faculdade de conhecer.

PRINCIPAIS PROBLEMAS:

  • A possibilidade do conhecimento
  • A origem do conhecimento
  • A essência do conhecimento
  • As formas do conhecimento
  • O valor do conhecimento

O QUE É CONHECIMENTO: conhecer é criar uma representação de um objeto exterior à mente – imagem ou reprodução mental da coisa conhecida.

Ex: Um pássaro (há um sujeito conhecedor – nossa consciência – e um objeto conhecido – a realidade, o mundo, todas as coisas, o pássaro). O seja, não existe conhecimento se o sujeito não consegue representá-lo mentalmente.

Dependendo da corrente filosófica, será dada maior importância ao sujeito (idealismo) ou ao objeto (realismo ou materialismo).

TEORIA DO CONHECIMENTO

  • IDEALISTA: Predomínio do Sujeito onde a percepção da realidade é construída pelas nossas ideias, pela nossa consciência.
  • REALISTAS: Predomínio do Objeto onde as percepções que temos dos objetos são reais, ou seja, correspondem de fato às características presentes nesses objetos.

CORRENTES – BÁSICAS

1. CORRENTES ANTAGÔNICAS – Ceticismo X Dogmatismo

  • CETICISMO : Impossibilidade de conhecermos a verdade

CETICISMO ABSOLUTO: Consiste em negar de forma total nossa possibilidade de conhecer a verdade. O homem nada pode afirmar, pois nada pode conhecer com total certeza. Segundo GÓRGIAS, “o ser não existe; se existisse não poderíamos conhecê-lo, não poderíamos comunicá-lo aos outros”. Ou seja, impossível conhecer e transmitir a verdade.

CETICISMO RELATIVO: Consiste em negar parcialmente nossa capacidade de conhecer a verdade, ou seja, apresenta uma posição moderada em relação às possibilidades de conhecimento, comparada ao ceticismo absoluto.

SUBJETIVISMO: Considera o conhecimento uma relação puramente subjetiva e pessoal entre o sujeito e a realidade percebida. O conhecimento limita-se às ideias e representações elaboradas pelo sujeito pensante, sendo impossível alcançar a objetividade. Conforme PROTÁGORAS, sofista, “o homem é a medida de todas as coisas”, ou seja, a verdade é uma construção humana, ela não está nas coisas.

RELATIVISMO: Considera que não existem verdades absolutas, mas apenas verdades

PROBALISMO: Considera que nosso conhecimento é incapaz de atingir a certeza plena. Podemos alcançar apenas uma verdade provável. Nunca chegará ao nível da certeza, da verdade absoluta.

PRAGMATISMO: Considera uma concepção do homem como ser prático, ativo, e não apenas um ser pensante. Abandonaram a pretensão de alcançar a verdade. Conceito de verdade: verdadeiro é aquilo que é útil, que dá certo, que serve aos interesses das pessoas na sua vida prática.

  • DOGMATISMO : Possibilidade de conhecermos a verdade

DOGMATISMO INGÊNUO: Predominante no senso comum, confiando plenamente nas possibilidades do nosso conhecimento.

DOGMATISMO CRÍTICO: Defende a capacidade de conhecer a verdade mediante um esforço conjugado de nossos sentidos e nossa inteligência – trabalho metódico, racional e científico.

2. CRITICISMO: Tudo é ilusório (IMMANUEL KANT – XVIII) – Resolver Ceticismo X Dogmatismo

  • Tem o objetivo de superar o impasse criado pelas concepções antagônicas – Ceticismo X Dogmatismo
  • Trata-se de uma posição crítica diante da possibilidade de conhecer.
  • Admite a possibilidade de conhecer, mas esse conhecimento é limitado e ocorre sob condições específicas – Críticas da Razão Pura.

CORRENTES – OUTRAS

A. CORRENTES ANTAGÔNICAS: Empirismo X Racionalismo

  • EMPIRISMO: Experiência sensorial – Resposta aos estímulos

Considera que as ideias são provenientes das percepções sensoriais (visão, audição, tato, paladar e olfato).

“Nada vem à mente sem ter passado pelos sentidos” JOHN LOCKE

“Nossa mente é como um papel em branco, desprovido de ideias” JOHN

Sem a experiência sensorial de uma coisa não há ideia dessa coisa.

  • RACIONALISMO: Confiança na razão – Nega a Experiência Sensorial

Atribui exclusiva confiança na razão humana como instrumento capaz de conhecer a verdade.

“Nunca devemos deixar nos persuadir senão pela razão” DESCARTES

Os sentidos são fonte permanente de erros e confusões sobre a complexa realidade do mundo.

Conhecimento Verdadeiro = Razão Humana + Princípios Lógicos (inatos)

B. APRIORISMO: Teoria + Prática (IMMANUEL KANT – XVIII) – Entre Empirismo X Racionalismo

  • Todo conhecimento começa com a experiência, mas a existência sozinha não nos dá o conhecimento.
  • É preciso um trabalho só sujeito para organizar os dados da experiência.
  • Kant buscou saber como é o sujeito a priori, isto é, antes de qualquer experiência.
  • Para Kant, a experiência forneceria a matéria do conhecimento (seres do mundo) enquanto a razão organizaria essa matéria de acordo com suas formas, estruturas existentes a priori no pensamento dos indivíduos (apriorismo).

TERMOS IMPORTANTES

GNOSIOLOGIA: Ramo da filosofia que se preocupa com a VALIDADE do conhecimento em função do sujeito cognoscente, ou seja, daquele que conhece o objeto.

ONTOLOGIA: Ramo da filosofia que questiona o objeto e se preocupa com o “ser”

EPISTEMOLOGIA: Estudo do conhecimento relativo ao campo de pesquisa em cada ramo das ciências. É o ramo da filosofia que trata dos problemas filosóficos relacionados com a crença e o conhecimento.


TEXTO: ALGUMAS PALAVRAS SOBRE FILOSOFIA

 1) Esclareça o sentido da frase de Sócrates: “Só sei que nada sei”. A irônica frase quer dizer que não se pode saber nada com absoluta certeza, mas pode se sentir confiante acerca de certas coisas. Sócrates se considera ignorante porque não tem certezas, afirmando também que o conhecimento absoluto só existia nos deuses.

 2) Esclareça como a humanidade procura dar coerência as suas crenças. Qual é o papel da filosofia nesse sentido? Pela prática repetida e pelo hábito, buscando a harmonização das crenças com os atos, hábitos e expectativas, bem como, aos atos, hábitos e expectativas dos outros e, sobretudo, com nossa própria imagem. Outra forma é por meio da filosofia, que intermitentemente confronta as crenças teoricamente umas com as outras. Essa forma permite constatar que nossa prática se assenta numa séria de pressupostos contraditórios, derrubando aquela auto-imagem previamente construída.

 3) Destaque, em resumo, qual foi a contribuição de Sócrates para a filosofia. Através do desenvolvimento de métodos como a maiêutica e a demonstração que as crenças mais comuns, tidas como coerentes e admitidas por todos, muitas vezes são contraditórias umas com as outras, revela a necessidade de uma análise mais profunda pelo indivíduo, de forma que possam ser constatadas as incoerências nos consensos coletivos.

 4) Relativamente às crenças, pode-se afirmar que o comportamento individual é diferente do comportamento em grupo? Esclareça. Não. O indivíduo constantemente molda suas crenças conforme a própria vontade. Quando quer acreditar em determinada coisa, seja por interesse ou pelo bem psicologicamente sentido, força as ideias para que convivam umas com as outras, ainda que, incoerentes entre si. Em um grupo social, os indivíduos recebem o reforço de seus semelhantes seguindo a ideia de que, se erra, não erra sozinho, e de que tantos juntos não poderiam errar de maneira alguma. O autoengano coletivo é mais eficiente do que o individual, pois o indivíduo é capaz de abandonar uma crença por outra apenas apoiando-se em um novo consenso público.

 5) Esclareça como ocorrem as mudanças de pensamento e consenso na sociedade. Qual é o papel/contribuição da filosofia nesse sentido? O consenso é sempre coletivo, fundado na imitação, embora, possua suas mudanças e oscilações entre a força do hábito e a força da moda. Quando estas são interiorizadas pelo indivíduo, este tem a impressão de estar se renovando ou se tornando mais autêntico. A filosofia é parte de uma necessidade interior, de um impulso de honestidade fundamental no sentido de dar às ideias uma coerência efetiva e uma fundamentação mais sólida. É essa exigência de uma fidelidade mais profunda à nossa consciência de veracidade que é representada por Sócrates.

 6) Tendo em vista que o Direito evolui com a sociedade, estabeleça o papel da filosofia nesse contexto. A filosofia exerce o papel de investigação e atualização de conceitos, hábitos, crenças e práticas, fornecendo meios para a investigação quanto à eficácia de leis, práticas e atitudes dos operadores do direito, bem com a análise das relações e conceitos existentes na sociedade. A filosofia também exerce papel fundamental ao realizar as críticas necessárias à formação do consenso sobre a responsabilidade ética e moral no âmbito da aplicação do Direito.


TEXTO: ALEGORIA DA CAVERNA

 1) O que é uma alegoria? 1. Modo de expressão ou interpretação que consiste em representar pensamentos, ideias, qualidades sob forma figurada. 2. Método de interpretação aplicado por pensadores gregos (pré-socráticos, estoicos etc.) aos textos homéricos, por meio do qual se pretendia descobrir ideias ou concepções filosóficas embutidas figurativamente nas narrativas mitológicas.

 2) Qual o principal tema do texto? A visão distorcida da realidade pela humanidade que, enxerga e processa apenas as imagens moldadas pelas culturas, tradições, conceitos e informações a que tem acesso. O homem deve se libertar das aparências para penetrar no mundo das coisas superiores – no mundo das ideias. Representa uma metáfora sobre a condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento e da educação como forma de superação da ignorância. Com o conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (sentidos) e do mundo inteligível (razão).

 3) Quais são as principais etapas no percurso que nele é apresentado? a) A libertação das pessoas (aprisionadas) do ambiente escuro da caverna; b) A saída dolorosa (caminho ascendente) da caverna; c) O retorno à caverna e o desejo de repassar o conhecimento deslumbrado.

 4) Relacione cada uma das suas etapas com as diferentes formas de realidade/ conhecimento/atitudes face ao verdadeiro conhecimento? a) A Libertação: A humanidade aprisionada conforme hábitos, culturas e tradições, acostumada a seguir e repetir padrões sem questionar adequadamente, vivendo sob falha contínua de juízo. b) A Saída: A luz do sol ou do fogo representa o ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade. Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. c) O Retorno: O retorno representa a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem para com seus semelhantes, ajudando-os a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo mais justo.

5) Quais são as frases que no texto de Platão correspondem às suas teorias fundamentais sobre os seguintes temas: 5.1 A dualidade de mundos (inteligível e sensível) “Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz;” 5.2 A contraposição entre formas de conhecimento (saber versus opinião) “E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?” 5.3 O conhecimento das ideias “Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.” 5.4 O conhecimento verdadeiro Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha ideia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Zeus sabe se ela é verdadeira.

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