Aula dada é aula estudada – Estude corretamente

Dicas de estudo #1 – Os 8 métodos de estudos do professor Pierluigi Piazzi

Você conheceu o professor Pierluigi Piazzi? Se sim você já sabe que ele foi uma referência no Brasil em Neurociência da aprendizagem, ou neuroaprendizagem. Com vários livros como aprendendo inteligência e inteligência em concursos. Mas infelizmente Piazzi faleceu vítima de complicações por conta de um câncer em março de 2015 na cidade de São Paulo. 

Dicas de Estudo do professor Pierluigi Piazzi

  1. Não desista de aprender diante das dificuldades.
  2. Você aprende aos poucos
  3. Estude menos e aprenda mais.
  4. Na aula você não aprende, você entende.
  5. Aprenda a estudar sozinho.
  6. Desenvolva o aprendizado Ativo.
  7. Desenvolva o gosto pela leitura.
  8. Por último, aula dada é aula estudada

Não desista de aprender diante das dificuldades.

O pior erro que alguém pode cometer é desistir de aprender o que quer que seja apenas porque encontrou uma dificuldade

O Prof. Pier alerta para um erro muito comum, quando um estudante ou concurseiro se depara com alguma dificuldade. A primeira coisa que ele faz é desistir. Desiste de estudar, de fazer uma prova ou concurso por considerar muito difícil. O correto é diante da dificuldade se esforçar em aprender e estudar mais ainda para compreender o que se deseja. A melhor maneira para se manter firme diante das dificuldade de aprender é ter objetivos e motivos bem definidos.

Dica prática para não desistir de aprender.

Se você estiver diante de um desafio grande, faça uma pergunta a si mesmo:

Qual a ação mais fácil que posso tomar para começar a conquistar esse desafio?

Essa pergunta será muito útil para que você deixe de se concentrar apenas no problema e comece e entrar em ação.

Por exemplo.

Digamos que seu objetivo seja ser Juiz Federal, de início isso pode parecer difícil e você pode querer desistir. Mas então você se faz a pergunta, e logo surge a resposta em sua mente, que pode ser ver o edital do concurso. Após isso você vai tomando mais ações, depois de ver o edital você pode selecionar as matérias mais fáceis, depois escolher os livros, depois estudar as páginas. Com o tempo se você fizer isso todo o dia logo estará construindo as bases do conhecimento para conseguir sua aprovação. O mesmo vale para outras provas como OAB, ENEM, Inglês ou o que você quiser.

Você aprende aos poucos

“Seu cérebro, seu maravilhoso cérebro, é capaz de se tornar cada vez mais inteligente, desenvolvendo cada vez mais habilidades e conhecimentos. Porém, o processo é lento e nada no mundo pode acelerá-lo”

A maioria dos estudantes e concurseiros cometem esse erro. Vivem procurando fórmulas mágicas que façam com que eles se tornem inteligentes da noite para o dia.

O conhecimento e a inteligência são construídos aos poucos, todos os dias. É preciso tempo para que as informações se consolidem em sua memória. O que você lê e aprende hoje aos poucos passa da sua memória de curto prazo para a memória de longo prazo e com isso se torna um aprendizado definitivo, para que você use em suas provas ou concursos.

Dica prática para aprender com inteligência todos os dias.

O ideal é que você tenha um plano de estudos, mas não é apenas um plano para você colar no seu mural. É um plano que você realmente coloque em prática e estude todos os dias. Somente com a prática e a leitura diárias é que você estará construindo a base da sua inteligência. Se você já tem um plano, mas não está seguindo, comece a segui-lo hoje mesmo.

Estude menos e aprenda mais.

“Estudo não é uma questão de quantidade, mas de qualidade. Você não deve estudar mais, deve estudar melhor.”

Vários estudantes acreditam que para aprender é preciso passar 12 horas dentro de um quarto estudando. Mas não adianta nada você ficar estudando se não for com qualidadeO que adianta você estudar sem concentração, ou estudar assistindo televisão ou pensando no Jogo de futebol de quarta. É muito melhor você estudar menos, mas concentrado, isso sim é estudar melhor.

Dica prática para estudar melhor.

Controle seu tempo de estudo, e verifique sua concentração. Se quiser você pode fazer blocos de estudo de menos tempo. Por exemplo, você pode colocar o despertador por 30 minutos e estudar, assim que terminar avalie sua aprendizagem. Se você fizer isso constantemente irá descobrir se está aprendendo melhor ou perdendo tempo. Inclusive conseguirá se manter mais concentrado nos seus estudos. Com a prática você passará horas estudando concentrado.

Na aula você não aprende, você entende.

“Na aula você não aprende… Na aula você entende!”

Se você pensa que durante sua aula ou curso você deve aprender você está muito enganado. O seu professor apenas faz com que você entenda a matéria, aprender depende unicamente de você. Isso porque o que você entende na aula se não for praticado, estudado e revisado, irá se perder e não será memorizado. Por isso que o ato de estudar em casa é muito importante, inclusive para quem faz cursinhos, seja online ou presencial.

Dica prática para aprender com inteligência.

O melhor que você tem que fazer é toda às vezes ao chegar da aula, curso ou faculdade é estudar. Pegue o material da aula e revise, escreva, releia. Dessa maneira você estará não apenas entendendo, mas aprendendo. Você pode fazer um cronograma à parte para estudar em casa. Separe uma hora do dia específica na qual você irá revisar todo o conteúdo que você aprendeu e também colocar em prática através de atividades e exercícios.

Aprenda a estudar sozinho.

“Por incrível que possa parecer, é mais importante o tempo que você passa estudando sozinho do que aquele que passa assistindo às aulas”

Quando você estuda sozinho, você estimula sua inteligência. É o momento que você começa de fato a armazenar a informação em sua memória e também a exercitar o que aprende. Muitos estudantes e concurseiros pensam que apenas uma leitura ou prestar atenção na aula é o suficiente para que aprendam algo, você acabou de ler no ensinamento 4 que não funciona assim. Para o Prof. Pier é muito importante que você desenvolva sua capacidade de estudar sozinho, seu autodidatismo.

Dica prática para desenvolver o autodidatismo inteligente.

Uma ótima maneira de você se acostumar a aprender sozinho e desenvolver seu autodidatismo é através de um hobbie. Por exemplo, talvez você goste de jardinagem, mas nunca procurou estudar a respeito. Então comece acessando site e blogs, depois comece a aprender mais a respeito. Dê os primeiros passos, compre flores, mudas, adubos, coloque como meta criar um pequeno jardim.

Um hobbie é algo que te dá energia para realizar as tarefas mais difíceis e rotineiras como trabalhar. Quando você tem um hobbie como desenhar, jardinagem, marcenaria, tocar violão, etc. Você alivia sua mente, se torna mais motivado e desenvolve seu autodidatismo. Você passa um tempo consigo, desenvolve sua inteligência, fortalece seu cérebro e APRENDE MAIS RÁPIDO. Isso mesmo, um hobbie faz com que você crie novas conexões neurais, produza mais mielina e deixe seu cérebro mais preparado para estudar outros materiais.

Desenvolva o aprendizado Ativo.

“Nunca estude sem ter um lápis em atividade sobre um pedaço de papel”

O prof. Pier era um defensor dos lápis e canetas em ação. Para ele o ato de escrever era mais importante que o de digitar. Na verdade o Prof. Pier está falando sobre o aprendizado ativo, ou seja, aquele onde o estudante se envolve com o estudo. Fazer uma leitura fria de um livro equivale a você assistir uma aula, se você não se envolver, rabiscar, desenhar, recitar, resumir, etc. Você não vai aprender. A aprendizagem ativa facilita a memorização de longo prazo e torna o aprendizado mais rápido.

Quanto mais áreas do cérebro você usa no processo de aprendizagem, mais forte se torna sua memorização. E para usar várias áreas do cérebro é preciso usar todos os sentidos, visão, audição, tato, etc. Quanto mais você se envolver, mais você aprender com inteligência.

Dica prática de como desenvolver o aprendizado ativo

Quando você estiver estudando tente incluir os outros sentidos. Por exemplo, se você está lendo, tente usar o tato para escrever, rabiscar. Use também a audição, recite partes do texto em voz alta ou grave para você escutar depois. Se você estiver assistindo uma vídeo aula, faça anotações e desenhos rápidos. Depois disso, tente memorizar trechos da aula escreva em um papel e fale em voz alta para si mesmo, o importante é usar sua criatividade para aprender mais.

Desenvolva o gosto pela leitura.

 “Só obtém algo interessante da vida, da escola, do trabalho, quem lê muito. E só lê muito quem lê por prazer”

O Prof. Pier era um defensor da leitura, para ele o principal passo para desenvolver a inteligência é através da leitura. A leitura tem um papel essencial no desenvolvimento da cognição, responsável pela aquisição de conhecimento.

Ler ajuda você a compreender melhor o mundo e seus estudos. Ler também te ajudará a se expressar melhor e também raciocinar melhor diante dos problemas que você enfrentar, além de alimentar seu cérebro com cultura e informações de qualidade.

Nós precisamos de alimento para viver, imagine a leitura como o alimento do cérebro. É óbvio que seu cérebro não morre se deixar de ler, mas ele se torna mais lento e preguiçoso, a leitura funciona como uma aeróbica cerebral.

Dica prática para desenvolver o gosto pela leitura

Se você ainda não tem o gosto pela leitura é muito simples, escolha um tema que goste e um livro pequeno. Simples assim, comece devagar não tenha pressa o mais importante é você começar. Mais uma vez, você acha que vai perder tempo lendo algo que não tenha a ver com sua prova ou concurso? Fique tranquilo, o que estamos fazendo aqui é fortalecendo seu cérebro, ler não é a mesma coisa que estudar, e você vai usar somente 10 minutos por dia. Faça o seguinte, pegue seu livro e tenha uma meta diária que pode ser 10 minutos de leitura ou 10 páginas por dia e simplesmente faça isso todos os dias pela manhã. Pronto, com o tempo você começará a perceber que seu raciocínio e compreensão estão mais rápidos.

Para finalizar

Aula dada é aula estudada! (no mesmo dia)

Espero que você tire proveito de todos os ensinamentos do Prof. Pier. Se você seguir todas as dicas aqui apresentadas, em breve terá resultados fantásticos. O mais importante agora é colocar em prática o que você aprendeu. Aula dada é aula estudada.

Livro PDF do Professor Pier: PIAZZI Pierluigi Aprendendo inteligência

Dicas de estudo #2 – O ciclo diário

No primeiro post da série, eu disse qual acredito ser a atitude correta diante dos estudos. Em suma, sugeri que o encarássemos como uma preparação para a vida e não apenas para as provas. Hoje, vou revelar como é o meu dia-a-dia de estudante. Basicamente, minha rotina de estudos é baseada num método que o professor Pierluigi Piazzi ensina em suas palestras sobre estimular a inteligência. Esse método consiste em obedecer um ciclo diário composto de três etapas:

  1. Assistir aula para entender;
  2. Estudar para aprender; e
  3. Dormir bem para fixar.

Nessa ordem.

1. ASSISTIR AULA PARA ENTENDER

Antes de tudo, é preciso entender a função das aulas. O estudante brasileiro médio tem o péssimo hábito de achar que aula serve para aprender, e por isso não estuda depois da aula. Um erro comum é fazer dois cursinhos para ter um maior número de aulas, achando que isso vai melhorar o seu rendimento. Isso não vai ajudar, e o motivo é bem simples: Assistir aula não serve para aprender, mas para entender a matéria e tirar dúvidas. É o estudo pós-aula que serve para aprender. A diferença entre entender e aprender pode parecer muito sutil, mas não é. Quando o professor explica uma matéria, seu objetivo é que o aluno consiga acompanhar o raciocínio e então possa dizer consigo mesmo: “Ah, entendi!”. Se o aluno prestou atenção na aula e entendeu o que ele disse, a função da aula foi cumprida. Ao fim da aula, porém, o aluno ainda não aprendeu o assunto, ele apenas o entendeu. Ele pode até lembrar de tudo na prova que será aplicada uma semana depois, tirar uma boa nota e passar com facilidade. Mas ele ainda não aprendeu de verdade.

2. ESTUDAR PARA APRENDER
O que faz o estudante absorver a matéria e realmente aprender não é a aula. Como eu disse, aula serve pra te fazer entender o assunto. É o estudo pós-aula que serve para aprender. Assistindo aula com atenção, o aluno entende o que o professor disse, mas aquela informação fica guardada na memória de curto prazo (uma espécie de memória RAM do cérebro) e, se nada for feito, será perdida em poucos dias. Para que isso não aconteça, o aluno precisa revisar e reforçar o mesmo conteúdo sozinho depois da aula. Só depois que ele faz essa espécie de backup é que aquelas informações vão para a memória de longo prazo (algo como o HD do cérebro) e pode-se dizer que houve de fato aprendizado. Portanto, o que realmente vai fazer a diferença é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que assistiu. Mas isso não significa que vale “gazear” ou dormir nas aulas: como já foi dito, elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas. Ou seja, as aulas servem para nortear o estudo individual. Se o sujeito tem aula o dia inteiro, quando é que vai poder estudar? Ele vai só entender momentaneamente a matéria, mas não vai aprender; a sua cabeça vai virar uma bagunça e ele vai esquecer logo, porque o conhecimento não foi sedimentado.

Sobre aumentar a quantidade de aulas, especialmente em cursinhos, penso o seguinte: Nada contra fazer cursinho, mas esteja sempre ciente de que nenhum cursinho, por mais caro que seja e por mais professores famosos que tenha, pode te fazer passar em nada. A função do cursinho é te orientar, te ajudar a estudar. O seu estudo individual é que te fará passar. Ademais, a própria existência de cursinhos é a evidência de que o sistema educacional brasileiro não funciona; porque se funcionasse não existiria o cursinho. Qual é o perfil do aluno de cursinho? É o cara que descobriu tarde demais que fez tudo errado na escola e agora está correndo atrás do prejuízo. Eu mesmo, como sempre estudei em escola pública, uma vez resolvi fazer cursinho para complementar algo que supostamente teria faltado na minha formação básica. Isso foi logo após eu ter concluído o ensino médio. Comecei a trabalhar, me matriculei na turma da noite, paguei as mensalidades, comecei a ir, mas devo confessar que não aguentei passar mais de dois meses naquele ambiente. Eu ficava me perguntando o que estava fazendo ali. No segundo mês deixei de ir para ter mais tempo de estudar sozinho em casa. Foi uma ótima decisão.

O professor Pierluigi Piazzi costuma dizer que o maior problema da educação brasileira é que ela tem milhões de alunos, mas pouquíssimos estudantes. Mas não são a mesma coisa? Qual é a diferença? Segundo ele, aluno é quem assiste às aulas. A coisa mais fácil do mundo é ser um aluno. Basta estar matriculado e frequentar as aulas que você já é um aluno. Mas ainda não é um estudante. Estudante é quem estuda. E estudar não significa assistir aula, mas revisar o conteúdo da aula em casa. Portanto, quando você assiste aula, você é um aluno; quando chega em casa, faz os exercícios e revisa o conteúdo da aula, você é um estudante.

3. DORMIR BEM PARA FIXAR
As neurociências já mostraram que é muito importante, após um dia de aula e estudo, que você tenha uma boa noite de sono. Você entende o assunto na aula, estuda para reforçar, mas é durante o sono que o seu cérebro organiza aquelas informações e consolida o conhecimento. Somente após essa consolidação é que o aprendizado é definitivo, para o resto da vida. Por isso é importante que você revise o conteúdo das aulas no mesmo dia, antes que se passe uma noite de sono, enquanto as informações ainda estão frescas na memória. Além de evitar acúmulo, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e memorize com mais facilidade. Se você assiste aula hoje e deixa para estudar aquele assunto no outro dia, não é a mesma coisa, porque você certamente já perdeu muita informação. Recapitulando: Na aula você entende, no estudo você aprende e numa boa noite de sono você fixa. Esse é o ciclo. Vale mais estudar pouco e todo dia do que estudar muito mas sem regularidade.


Por mais que você tente, está difícil fazer sua mente focar nos estudos? Veja as dicas de especialistas para resolver seu problema

Nosso cérebro é meio fanfarrão: na hora de pensar em estratégias para aquele jogo complicado de videogame ou de ler aquela revista que você adora, ele coopera facilmente. Mas quando é preciso sentar e estudar um pouco, parece não haver jeito de alcançar a concentração.

Isso fica ainda mais desesperador quando estamos em ano de vestibular e não temos tempo a perder. Para ajudar você nisso, o GUIA DO ESTUDANTE conversou com especialistas e pediu dicas para ajudar seu cérebro a se concentrar. Como cada pessoa tem um jeito de funcionar, nem todas elas serão igualmente eficientes para todo mundo. Então é bom fazer uns testes até descobrir quais dão certo para você.

3 passos para fixar na memória tudo que você estuda

Já ouviu falar sobre a curva do esquecimento? Entenda o que é e como contornar isso.

Uma das principais dificuldades do estudante é conseguir se lembrar de tudo que aprendeu. Você até se lembra que foi para a aula, abriu o livro e começou a leitura… Mas, e do conteúdo? Zero? Isso tem uma explicação. Alberto Dell’Isola, conhecido como “o homem-memória brasileiro”, conta no livro “Supermemória – Você também pode ter uma” que esse esquecimento é algo normal do cérebro, mas que existem maneiras de burlar o branco.

 

A curva do esquecimento

Dell’Isola explica que muitos estudantes o procuram preocupados com a qualidade de leitura que fazem, alegando que ela é “tão ineficiente”, que após alguns dias não se lembram mais do que leram. Para o especialista, isso não tem nada a ver com o processo da leitura em si, mas sim com uma coisa chamada “curva do esquecimento”.

Descoberta em 1885 pelo filósofo alemão Hermann Ebbinghaus, a curva mostra o quanto de informações nosso cérebro é capaz de reter com o passar do tempo, após uma sessão de estudos com uma hora de duração.

curva-esquecimento

Ela se inicia no zero, porque começa a contar um pouco antes do momento em que o estudante inicia a sua sessão de estudo. Ao final da leitura do conteúdo, a curva atinge o ponto máximo, o que significa que ele se lembra de 100% do assunto ensinado (ou, como diz Dell’Isola, “ao menos saberá o máximo que ele tem condições de aprender, dado o conhecimento prévio sobre o assunto”).

Percebam que a curva vai caindo com o passar dos dias. Logo no segundo dia depois do fim dos estudos, caso não tenha feito nenhuma revisão, o estudante provavelmente se lembrará de pouca coisa, por volta de 50% do que aprendeu. Segundo o especialista, as pessoas se esquecem mais nas primeiras horas do que ao longo de 30 dias. Ao final do primeiro mês, restará apenas uma vaga lembrança e a impressão que ficará é a de que você nunca estudou aquele conteúdo, porque nosso cérebro está acostumado a descartar informações que não são reutilizadas com frequência.

Para mudar isso, Dell’Isola recomenda três passos:

1) Nas primeiras 24 horas após a sessão de estudo, para cada leitura de uma hora, faça uma revisão de dez minutos. Ela deve ser feita nesse período de tempo, porque é o momento em que mais perdemos informações e isso será suficiente para “segurar” a sua memória. Para ajudar no processo você pode usar fichas-resumo, reler as informações anotadas no caderno ou gravar trechos da aula para ouvi-los depois.

2) No sétimo dia após a sessão de estudo (ou seja, uma semana depois) dedique apenas cinco minutos para reativar na memória esse material.

3) Ao final de 30 dias, pratique o conteúdo durante 2 a 4 minutos e isso deverá ser suficiente para ajudá-lo a se lembrar novamente do que estudou.

Essa técnica é útil para pessoas que estudam grandes volumes de informações, como concurseiros e vestibulandos. Você pode colocá-la em prática durante algumas semanas ou meses para ver se ela funciona no seu caso. Muitas vezes os estudantes não têm tempo para agendar revisões em seus cronogramas, mas essa aqui vale a pena tentar! São pouco minutos (você só precisa revisar no máximo durante 10 minutos uma sessão de uma hora) e se você revisa não precisa passar mais outra hora reaprendendo o conteúdo antes das provas.

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